Dia 07: San Pedro de Atacama (CHI) a Tacna (PERU)

05/06/2019

Sai de San Pedro as 8:00 hs após um café da manhã no Hostal. Optei por seguir viagem pois, além de já conhecer San Pedro, queria ter mais dias livres no Peru. Optei por subir pela Ruta 5 (Rodovia Panamericana) até o Peru. Na volta faço a rota pelo litoral. Antes de sair, no painel marcava meio tanque. Achei estranho pois havia rodado quase 160 kms….achei que talvez fosse pelo fato de haver muita descida no trajeto do dia anterior. Resolvi ir até Calama sem abastecer em San Pedro. Eu tinha 8 litros em tanques reserva caso houvesse a necessidade. Calama fica a 100 kms de distância. Qdo liguei a moto e rodei 20 kms, no meio deserto, o tanque foi lá pra reserva no Lo…e, eu vi o ponteiro baixando… achei estranho, parei a moto com um puta receio do tanque ter sido cortado pela correia (como já ocorreu com amigos meus proprietários deste mesmo modelo). Aliviado, percebi que não era isso. E aproveitei e coloquei 5 litros do galão reserva no tanque. Qdo liguei, o marcador do tanque foi acima de meio tanque…Kkkkkk. Mais uma pegadinha do marcador da V-Rod. Bem temperamental esse trem! Fui até Calama e abasteci num posto COPEC 18 kms a frente da cidade. Ficava bem em frente a famosa mina de cobre de Chuquicamata. A segunda maior mina do mundo. Lá me informaram que o próximo posto no meu trajeto estava acima de 350 kms de distância. E que eu devia retornar, no trevo que dava para a Ruta5, para uma cidade chama Maria Helena (capital chilena do salitre) para abastecer. Fiz isso mesmo tendo reserva. Pois acho bom ter a tranquilidade da contingência. Rodei quase 270 kms após este posto até chegar o próximo. Usei mais uma vez o tanque reserva após a moto entrar no Lo.

Abasteci até o talo o tanque e rodei 262 kms com ele até o próximo e último posto do dia na cidade de Arica na divisa com o Peru. Coloquei 19,18 litros no tanque que, pelo manual, cabe 18,9. O que dá 13,7 km/litro. Arica é uma cidade litorânea na dívida Chile/Peru. Vi ali o oceano Pacifico pela primeira vez nessa trip. Apesar de ser litoral, o jeitão é de cidade de deserto mesmo. Não é bonita. Fui direto para a bela aduana Chile/Peru e fiz os trâmites em cerca de 1 hora. Ali mesmo já fiz o S.O.A.T. que é o seguro obrigatório para rodar no Peru. Rodei mais 60 kms até a cidade de Tacna. Uma cidade média com um trânsito caótico. Muitos Tuk-tuks, lotações e táxis disputando terreno. Se bobear te atropelam. Senti falta do GPS neste momento. Mas depois de algumas erradas, consegui um hotel bom, central e a um preço justo. Um fato interessante aqui é que na loucura do trânsito desta cidade, acabei fazendo, conscientemente, uma conversão proibida, e logo ouvi um apito de uma policial de trânsito toda uniformizada. Pediu para eu encostar a moto e, educadamente, me passou um baita sermão. Pedi desculpas e que estava perdido. Ela me orientou então para a rua dos hotéis e hostals. Como mãe, bate e depois ajuda. A praça da cidade é muito bonita. Desde os gramados, monumentos até a imponente igreja. Havia uma grande festa de alunos de um colégio Marista daqui. Não tirei muitas foto hoje. Foi uma overdose de deserto pra todo lado, de todas as cores e relevos. Acabei usando mais a câmera do capacete para fazer o registro. Hoje foram aproximadamente 800 kms rodados em boas estradas.

Amanhã vou a Puno e ficar por lá para conhecer lago Titicaca.

Dia 06: Cafayate a San Pedro de Atacama (700 kms)

04/06/2019

Sai hoje às 7 da manhã em ponto. Consegui tomar pelo menos um café com leite no Hostel. Cafayate é uma mini-Mendoza. Lugar muito bacana para uma visita de uns 2 dias. Ainda mais se se gosta de vinhos.

Sai ainda de noite. O dia amanheceu apenas as 8 da manhã. Isto ocorre pq a Argentina trabalha com o mesmo fuso do Brasil e estou bem a oeste. Em compensação, escurece mais tarde.

A minha preocupação hoje eram duas: saber se o Paso Jana estava aberto e segunda, em estando, que eu consiga chegar lá até umas 15 horas para fazer os trâmites de aduana e sair logo rumo a San Pedro. Pois se eu sair muito tarde, pegarei um baita frio de inverno no trecho chileno após a aduana em altitudes próximas a 5 mil metros.

O primeiro trecho estrada foi entre Cafayate e Salta pela Ruta 68. Coisa linda. É um trecho de deserto montanhoso onde a estrada foi construída na base dos “fiordes”. Ou seja, parecia que eu estava seperteando o Grand Cânion estando lá embaixo. Outra grata surpresa.

O colateral disso é que a viagem não rende muito devido ao excesso de curvas e a baixa velocidade média. Peguei frio neste trecho. Entre -2 e zero grau. Mas a armadura aguentou bem…

De Salta até o Paso Jama é um trecho já bem conhecido meu. Iria fazê-lo pela terceira vez na minha Night Rod Special 2012. Estradas boas, com alguns trechos em obras. Tranquilo. Muita polícia na estrada mas, nenhuma parada solicitando documentos. Apenas perguntando de onde eu era, onde estava e pra onde iria.

O trecho de Purmamarca é realmente bonito. Passar ali e não parar e fogo. Mas a viagem tem outras experiências em outro destino desta vez.

Muitos turistas fotografando ali a bela Cuesta de Lipan (uma espécie de Serra do Rio do Rastro dos Andes do norte argentino). Passei por ali, logo depois passei pelas grandes Salinas que estavam quase que metade tomadas por aquela vegetação amarela que vi no Paso San Francisco. Ficou até mais bonito.

Após isso, parei para abastecer no tradicional e obrigatório Pastos Chicos em Susques.

14:30 eu cheguei no Paso Jama. Fiz o processo em 30 minutos, abasteci no YPF dali e entrei pelo Chile adentro para os 155 kms faltantes até San Pedro de Atacama. Não estava tão frio quanto de manhã. Nem havia acúmulo de neve nas proximidades da estrada. Os poucos córregos e lagos no caminho estavam parcialmente congelados. Mas os picos mais altos estavam com neve. E tudo isso, com o céu de brigadeiro que estava, fez, com qualidade, a minha higiene mental. Que delícia de pilotagem!!

Fiz bons registros dos Monges de La Pacana, do vulcão Lincancabur e filmei toda a descida até San Pedro de Atacama (para mandar ao Ítalo, meu amigo de aventuras de moto que vive comentando desse trecho).

Parei no hostel que fiquei qdo vim em 2016 com meus amigos Ítalo, Tácio, Marcelão e Bollentini. E encontrei lá o adesivo símbolo daquela viagem. Alias, o trecho todo foi carregado de lembranças desta viagem de 2016.

Aqui está 1 hora atrás do Brasil. Cheguei cedo e aproveitei para rodar na cidade, ir a tradicional igreja, fazer câmbio e comer um sanduba de Pollo.

Amanhã pego rumo ao norte para fronteira com o Peru.

Dia 05: Fiambala – Paso San Francisco – Cafayate

03/06/2019

Este foi o dia onde a frustração foi bem recompensada.

Estava na expectativa que uma sorte ocorresse e o Paso San Francisco fosse reaberto. Mas, fui informado que ele permanecia “cerrado” em Las Grutas (Nome da fronteira no lado argentino) pela Gendarmeria Nacional devido ao acúmulo de neve.

Frustrante pra mim a notícia pois, cabia agora uma difícil decisão:

(a) rapidamente, para não atrasar muito o programa, voltar parte do caminho e seguir para o Paso Jama (mais ao norte e de maior probabilidade de estar “abierto”)

(b) fazer o caminho de 200 kms até o Paso San Francisco para conhecer o caminho ,pois, dizem ser do lado argentino a parte mais bonita. Ou seja 400 kms ida e volta e depois seguir o máximo possível sentido Paso Jama..

Optei pela (b) pois sabia que se me arrependesse mais a frente ia ficar puto. Kkkkkkk.

E realmente acertei em cheio na opção. Acabou ficando melhor que o plano original. Pois fiz o belo caminho até o Paso. Achei incrível mesmo. Certamente o Paso mais bonito que já fiz. O céu estava de brigadeiro e vi boa parte da cadeia de montanhas “Seis Miles”, o indescritível “tapete amarelo” que cobre os vales a mais de 4 mil metros de altura em comunhão com os picos e vulcões da região.

E na volta, até por estar sem GPS, resolvi seguir as placas com sinalização para a cidade e
de Salta, que é próximo ao Passo Jama. Por uma ironia do destino, cai na icônica Ruta 40 e subi nela 400 kms até Cafayate uma cidade turística produtora de vinhos. O caminho pela Ruta 40 foi deslumbrante. Pavimento perfeito, dia lindo e a imponência da muralha dos Andes sempre a esquerda. Lindas paisagens. Baita role !!!

E acabou sendo melhor pois, se eu tivesse conseguido passar pro Chile pelo Paso San Francisco, eu cairia na Ruta 5 Chilena em Copiapo. Que é bonita mas, que já rodei por duas vezes. E agora que sei, é bem menos interessante que a que fiz hoje. O que de fato perdi foi conhecer a famosa Laguna Verde, logo após o Paso San Francisco, mas do lado Chileno. Mas pesando os prós e contras, acho que compensou.

Cheguei às 20 horas em Cafayate. Peguei uma hora de noite. Fui muito alertado nos postos para não guiar a noite devido aos animais na pista. Mas fui teimoso. E foi tenso realmente, vi muito bicho na pista, atravessando-a, correndo ao lado, pastando no acostamento. Vi porcos, muitas mulas, raposas, vacas, cavalos e diversos cães. O acostamento estava vivo literalmente.

Amanhã, se tudo der certo, passo pelo Paso Jama.

Dia 04: Santiago del Estero a Fiambala

02/06/2019
Hoje rodei próximo a 600 kms. O sol sai aqui as 8:00 da manhã.No começo do dia vi que o GPS tinha ido pro brejo mesmo. Mas tenho bem em mente o trajeto e fiz backup e download dos mapas e destinos no Googlemaps do celular. Bora no gogó mesmo!!Primeiro dia sem chuva. Já é um avanço kkkkk. As montanhas começaram a aparecer. Resolvi ter mais cautela com abastecimentos agora, dado que estou sem GPS. No fim das crianças contas, está sendo até mais prazeroso, pois, o GPS faz com que você rode mais dado que sabe tudo de postos de gasolina ali. Vai até o talo do tanque. Como estou sem, paro mais, canso menos e ficou mais light a trip…O visual começou a ficar incrível, algumas serras apareceram, boas estradas e ótimas curvas. Nas serras o frio pegou. Vi a temperatura despencar para 5 graus e o frio bateu. Apesar de eu estar com segunda pele de calça. Logo, no abastecimento parei, coloquei mais uma segunda pele, o forró da jaqueta, luvas de guidão e balaclava grossa. Agora sim ficou. Pilotar em dias frios, com visual lindo e sem sentir frio é o bicho!!Os frentistas de postos tem sido muito simpáticos comigo. Deram-me deram boas dicas sobre caminhos e abastecimentos. E acabam levando um adesivo de presente.Sou apaixonado por pilotar moto na região dos Andes. A cada curva e reta um visual fantástico. É tudo muito amplo e vazio. Não há nada ao redor. Até aonde a vista alcança, vê-se montanhas e deserto. Bati mais fotos e fiz alguns filmes hoje.Cheguei em Fiambala e logo fui ao Museo del Hombre onde há acervos de material e fotos aventureiros escaladores das montanhas da região, de povos pré-civilização Inca e uma múmia impressionante de uma criança Inca que estima-se ser de 1200 d.c. impressiona a conservação e a história deste recente achado.Após o museu fui conhecer as Termas de Fiambala que fica a 12 kms da cidade. A estrada ate lá já é um show a parte. São piscinas dispostas como se fosse uma escada que represam água quente de uma nascente. As piscinas mais altas chegam a estar a 57 graus. Fui, vi e registrei mas não entrei. Estava muito frio fora e não queria não fiquei animado. Valeu a visita.Estou a 170 kms do Paso San Francisco. Ele permanece fechado devido a umas nevascas recentes. Grande chance de eu não conseguir passar para o Chile amanhã por esse caminho. De qquer forma vou subir até lá amanhã cedo. Até porque a parte mais bonita está mesmo doado argentino. Se não der pra passar, volto e vou mudar a proa da trip para o Paso Jama mais ao norte que está aberto.Foi um dia show hoje! Antes de vir pro Hostal passei na igreja da cidade (feita em adobe) e agradeci o privilégio e proteção.

Dia 03: Saenz Pena a Santiago del Estero

01/06/2019Hoje sai às 8:00 em ponto. Ao sair de Presidência Roque Saenz Pena, percebi que tudo estava molhado mesmo sem estar chovendo. O clima realmente está molhado nessa região sul. Vi muitos trechos alagados no caminho.E o rodar no incio foi similar ao de ontem nesse aspecto. Pista molhada e muito suja de lama. Tive que parar 3 vezes apenas para limpar o viseira. Não enxergava nada e a luva já estava um depósito de lama.Fiquei novamente pintado de lama da cabeça aos pés. Hoje fiquei cansado desta rotina molhada. Fazia paradas mais longas para ver se o sol abria e a pista secava. Engraçado que não estava chovendo mas a névoa era tão úmida que dava no mesmo!Hoje peguei um caminho novo em direção a Santiago del Estero. Meus objetivos hoje seriam ou este ou San Fernando de Catamarca 200 kms a frente. Pelos motivos abaixo rodei menos hoje. Apenas 450 kms:- a viagem não estava rendendo devido a névoa e paradas;- infelizmente entrou água no meu GPS e não dava mais para ver nada. A borracha do botão de ligar rachou de tanto uso e por ali entrou a água;- Santiago del Estero é mais interessante que a outra opção.Ficar sem GPS atrapalhou um pouco as coisas. Nessas horas vejo o qto ele facilita e agiliza imensamente as coisas.Parei as 15:40 e, na cidade, resolvi me dedicar a caminhar pelo centro e a achar uma forma de consertar o GPS. Acabei sendo ajudado por duas senhoras em um lavanderia. Colocaram o GPS para seca junto a umas roupas na máquina de secar. Ajudou um pouco.Ele está funcionando, mas a tela está clara e não é possível visualizar os traços. Espero que com o tempo isso seque melhor e volte a funcionar…No mais, atropelei 4 pássaros (um grande que me afrouxou o espelho), a moto indo bem, consumo piorou hoje (não chegou aos 13) e o sol finalmente abriu. Os previsões agora são de tempo bom.

Dia 02: Foz do Iguaçu a Roque Saenz Pena

31/05/2019

A noite foi de chuva muito forte, relâmpagos & trovões…

Acordei às 6:15 e ainda chovia forte. Tomei meu café e a primeira surpresa do dia: o elevador do Hotel estava quebrado. Nenhum funcionava. Por isso, façam as malas o mais leves possível! Sofri para levar tudo até a moto!!

Esperei um pouco a melhora da chuva e saí às 8:15 numa janela sem chuva.

Enquanto pilotava até a fronteira, eu me lembrava das últimas vezes por aqui, e do quanto isto é desejado por nós motociclistas de longas viagens. É um momento mágico fazer uma viagem desse tipo, por mais que não seja a primeira vez.

Trâmites de fronteira feitos com muita agilidade. Destaco aqui a simpatia com que fui atendido na aduana argentina. Bom sinal…

Bom, estava na Argentina e aquele friozinho+tesão de pilotar em país estrangeiro tomava conta. Passei Puerto Iguazu e, a partir dali, a chuva veio pra ficar.. ali é uma região onde há muitos caminhões com carga de madeira para as processadoras da região. Eles entram e saem o tempo todo na estrada nesta trecho de até 400 kms após a fronteira. Com isso, o asfalto fica com um caldo vermelho de terra constantemente.

Para se ter uma base, era tanta lama líquida, que o meu parabrisas ficou opaco, meu capacete tinha que ser limpo (no dedo mesmo) a cada 30 segundos…. complicado.

Mas a estrada estava muito boa, apesar da chuva e da lama dos caminhões e obras.

Após Posadas, a chuva maneirou um pouco e foi parando a medida que eu avançava sentido oeste.

Ao passar por Corrientes, fiz o tradicional esquema do “retorno” para fugir do famoso posto de policiais corruptos da entrada da ponte. Deu certo. Mas para falar a verdade não sei se há mais esta corrupção ali. Aliás, até agora todos foram gentis comigo. Fui parado pela Gendarmeria e pela Caminera. Foram simpáticos. Perguntavam onde ia e algo sobre a moto. O que mais chamava a a atenção deles era a correia dentada. Em três situações falaram sobre isso.

Gosto muito da Argentina e do seu povo. Na estrada são bem mais civilizados que nós. Um exemplo que sempre vejo aqui, é que eles sempre se direcionam para a pista da direita qdo há um veiculo se aproximando. Aliás, qdo ultrapassam, já retornam para a direita. Isso facilita demais!

Eu mesmo, as vezes me via ficando demasiado tempo na esquerda. Dado a educação deles nisso, eu me sentia pressionado a ficar na direita sempre qdo não estava ultrapassando.

Foi uma viagem onde aproveitei a pilotagem. A moto continua redonda e tudo funcionando perfeitamente. A consumo melhorou um pouco (foi de 13 para 13,5 km/litro). Estou usando a gasolina Premium daqui. 98 octanos. Custa o equivalente a 5,10 reais. Bem mais baratas que a podium. A comum está 4,50 reais.

Abasteci os tanques reservas (duas fuel bottle de 1,5 litros cada)

Cheguei às 18:40 na cidade de Roque Saenz Pena. Peguei 30 minutos de noite apenas. As 18hs está escuro já por aqui.

Hoje não tirei fotos (apenas da única refeição do dia). A partir de amanhã vou tirar mais pois começo

o rodar por regiões mais turísticas e estradas que nunca passei.

Hoje foram 810 kms rodados.

Dia 01: São Paulo a Foz do Iguaçu

30/05/2019

Um caminho já conhecido meu, irei percorre-lo pela 4a vez e 3a numa pernada só.

É um trecho bonito, de boas estradas e passa por um Brasil diferente daquele que vemos nos noticiários. Estradas de primeiro mundo, cidades bonitas e de boa estrutura, zona rural pujante com grandes plantações e maquinários agrícolas para todo lado.

Sai às 04:10 da manhã. Cidade de São Paulo deserta. Não tive problemas para rapidamente chegar a Rodovia Castelo Branco e já impor um ritmo bom de viagem. Estava tudo aparentemente muito bem: moto redonda um farol de LED que melhorou demais a visibilidade a noite.

Minha primeira parada foi próximo a entrada de Botucatu após rodar 205 kms. Ao abastecer notei que a moto gastou bem mais que normal dela (mas dentro do que sempre consome em viagens longas). Mal chegou aos 13km/litro rodando a 120km por hora. Estava com bagagem lotada e pesada. Ao longo de toda a viagem, essa foi a média de consumo dela. E sempre numa tocada de 120 a 130. Em comum neste consumo está que ele ocorre apenas em viagens longas e com bagagem…sem isso, ela fica entre 15 e 16.

Viajar sozinho é interessante tb em alguns aspectos. Você percorre pensamentos diversos e distintos na velocidade da viagem e nem nota o tempo passar.

Tudo tranquilo na Castelo Branco e Raposo Tavares. Apos entrar em Assis para percorrer os 640 kms restantes, noto o aumento de nuvens. Estava muito quente e havia prognóstico de tempestades na região de Foz. E foi o que ocorreu, após Cascavel, faltando menos de 150kms de viagem, vem a tal tempestade. A pista estava muito boa e, mesmo com o intenso movimento de caminhões, deu para curtir a tocada com segurança e tranquilidade.

O engraçado, e ocorre comigo sempre em viagens, é que sempre deixo a moto preparada e muito limpa, polida, com o couro do banco hidratado e protegido por outras frescuras mais. E não por menos choveu em todos os meus primeiros dias de viagem. Com a moto toda imunda e cascuda no final do dia. Hoje não foi diferente.

Parece que sempre penso ser possível fazer um rolê desse porte com a moto sempre “zerada”.

Moto se comportou bem hoje. Rodou forte, pegou chuva e calor. Um bom teste de stress para o que vem pela frente.

Preferi hoje fazer as paradas apenas para abastecer e ir ao banheiro. De vez em qdo tomava um café. Cheguei às 17:30 em Foz e ainda consegui fazer algum câmbio. Amanhã cedo, rumo a Argentina.

Primeiro Post do Blog

29/05/2019

Este é meu primeiro post. Criei este blog para divulgar o diário desta minha quarta viagem internacional de moto pela America do Sul. Será a minha primeira solo. Desta vez irei ao Peru passando pela Argentina e Chile.

Todos os dias farei o resumo do dia e publicarei fotos.

Neste primeiro post vou anexar o meu planejamento de viagem, adesivo da viagem, roteiro e fotos da preparação.

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Plano de viagem

Mapa do roteiro:

https://goo.gl/maps/m7AbF8tzJvP4Bs7z6